JK foi um Presidente muito popular, ele parecia terminar o mandato com muito mais apoio popular do que quando começou, tal como sugeria uma pesquisa do Ibope realizada no estado da Guanabara (atual cidade do Rio de Janeiro), em 1961. Apenas 9% consideraram seu governo mau ou péssimo. Para o restante da população pesquisada o governo era ótimo (22%), bom (35%) ou regular (31%), apesar da cidade ter perdido o status de capital da República.
Mas porque aqueles anos eram dourados?
O desenvolvimento econômico e a estabilidade política são elementos importantes nessa percepção, mas os aspectos social e cultural são igualmente relevantes. Com transformações profundas em todos os setores culturais, o governo de JK acabou associado uma imagem de utopia e progresso, na qual até o presidente era “bossa-nova”.
“Bossa nova mesmo é ser presidente desta terra descoberta por Cabral. Para tanto, basta ser tão simplesmente simpático, risonho, original.”
Trecho da música “Presidente bossa-nova”, de Juca Chaves.
Os anos JK abriram novos horizontes para a publicidades. O desenvolvimento acelerado da industrialização permitiu o crescimento das áreas urbanas e alterou o mercado consumidor brasileiro. A imprensa foi deixando os anúncios de casas comerciais e de empregos domésticos, para dar lugar à publicidade de automóveis, eletrodomésticos, produtos de beleza e alimentícios.Anúcio do sabonete Lever com a atriz Elizabeth Taylor: as mudanças na publicidades estão ligadas às tranformações dos meios de comunicação

Nenhum comentário:
Postar um comentário